SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – No dia 21 de julho de 2016, o meia Diego foi apresentado no Flamengo com direito a uma apoteose no Santos Dumont. Símbolo da consolidação financeira do clube, o jogador chegou ao Rio com status de ídolo instantâneo e foi carregado nos braços da torcida.
Literalmente. Dois dias antes dos três anos da sua chegada, completados no domingo (21), o jogador foi novamente protagonista de uma cena marcante no aeroporto, mas teve de experimentar o outro lado da moeda da idolatria. Cobrado por torcedores por conta do pênalti perdido contra o Athletico-PR, o camisa 10 passou por apuros no Galeão e teve de ser escoltado para que o pior fosse evitado.
Insatisfeito com a situação, o meia Diego se irritou, discutiu e tentou encarar alguns torcedores. Ele foi contido por seguranças e passou pelas catracas ainda gesticulando e gritando muito, mas a confusão não passou disso.
No vídeo, Diego tentou avançar em direção aos cerca de 20 torcedores que ali estavam, mas foi contido por um dos vários seguranças que o cercavam no momento. No ano passado, ele também foi o alvo preferido de rubro-negros que tentaram transformar o aeroporto internacional em uma praça de guerra.
Antes do voo para Fortaleza, alguns cobraram de forma mais dura o mau desempenho do time na Libertadores de 2018. No jogo seguinte, Diego marcou um gol contra o Ceará e festejou nos braços da “Nação”.
Após a queda na Copa do Brasil, o atleta tomou providências e contratou dois seguranças particulares para cuidar de sua proteção pessoal. A medida não foi suficiente para evitar o estresse antes do embarque para São Paulo, local da partida contra o Corinthians.
Esses três anos na Gávea foram marcados por dois títulos cariocas e falhas em momentos cruciais. Além do erro contra o Athletico-PR, Diego desperdiçou pênalti contra o Cruzeiro, em jogo válido pela final da Copa do Brasil, e contra o Palmeiras, quando o Flamengo disputava com o time paulista o título do Brasileiro de 2016.
Apesar destes altos e baixos, ele conta com apoio de parte significativo da arquibancada, que enxerga no jogador uma liderança importante. Há, no entanto, quem o acuse de ser “frio”, especialmente depois de derrotas importantes.
No início deste ano, Diego e Flamengo quase terminaram o casamento, mas as partes ampliaram o relacionamento até dezembro de 2020. Entre tapas e beijos, Diego tenta recuperar parte do amor que foi perdido, mas ele sabe que só títulos podem curar a dor. Na quarta, o Flamengo encara o Emelec, às 21h30, pela Libertadores. Uma nova chance para cicatrizar a ferida aberta desde a queda.