SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Dois dias após o protesto no Galeão, Marcos Braz, vice-presidente do Flamengo, veio a público pela primeira vez falar sobre o ocorrido. O dirigente pediu cautela, disse que o clube está analisando possíveis providências e afirmou que é necessário fazer uma distinção sobre “protesto e intimidação”.
“Uma coisa é protesto, outra intimidação. Estamos avaliando e vamos tomar providencias. Se tiver que aumentar segurança, aumenta. Mas está tudo tranquilo. Torcida tem direito de protesto, conheço bem esse processo. Faremos tudo do tamanho do que foi o acontecido. Tem que ter muita tranquilidade. Estou bastante acostumado, estou no clube desde meus 8 anos. Já conversei com os jogadores e com o Diego. Tinha gente protestando e estava em seu direito. Não é que a gente tenha de minimizar o ato, mas precisamos tomar providências com calma e tranquilidade”, disse.
Questionado sobre a chegada de Filipe Luís, Braz seguiu adotando o tom de mistério que foi o usado desde os últimos dias da negociação. Ele não cravou o acerto, ainda que já haja um acordo entre as partes.
“Filipe Luís é uma análise de mudança de vida, não de clube. Agora que saímos da Copa do Brasil, podemos colocar na Libertadores e no Brasileiro. Negociação se faz de maneira interna. Ele tinha contrato com o Atlético, que se encerrou. Ele fez uma despedida lá, é algo natural depois da história que ele teve. Sem o jogador vier, será uma contratação acima da média”, encerrou.