SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo, adotou um tom cauteloso ao falar de Filipe Luís. Como o contrato não está assinado, a ordem na Gávea é não festejar antes da hora. Mas apesar deste zelo, o lateral-esquerdo está muito perto de firmar um acordo por dois anos e meio com o clube.
A expectativa é que o acerto seja sacramentado nos próximos dias e o clima é de otimismo na cúpula de futebol. Como há a necessidade de uma ou outra aresta ser aparada, o clube aguarda o desenrolar dos fatos para tornar o acerto oficial.
“O jogador ainda não está contratado e pode não ser contratado. E ninguém vai morrer por isso. Se por acaso ele analisou outras propostas, nós também analisamos outros jogadores. O Flamengo jamais se apequenou nesse processo, temos nosso direcionamento e estratégia. Ele pediu que qualquer decisão fosse depois da Copa América. Quem pediu prazo agora foi o Flamengo”, afirmou Braz.
Filipe aguardou a concretização de propostas de clubes de ponta da Europa, mas se definiu pelo Fla ao perceber a escassez de opções e depois de ser convencido da grandeza do projeto que lhe foi apresentado. O contrato será em moldes similares ao que trouxe Rafinha ao clube.
O lateral havia aguçado a torcida rubro-negra ao vestir a camisa do clube minutos depois da conquista da taça continental. Ainda no Maracanã, o catarinense não negou o contato e garantiu que a Gávea seria o único destino possível em caso de retorno ao país.
“Realmente tenho conversa com o Flamengo, é o clube para o qual voltaria no Brasil, se eu decidir voltar. Tenho de botar na balança agora. Jogar a Champions [League] é o máximo para o jogador. A decisão não é mais econômica. A foto com a camisa foi para demonstrar o carinho que tenho”, afirmou.