LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) – Os dois melhores resultados da Red Bull na temporada 2019 antes do último domingo (30) tinham sido dois terceiros lugares de Max Verstappen, na Austrália e na Espanha, em corridas nas quais a Ferrari foi muito mal. Tirando estas duas exceções, o time sempre esteve atrás dos italianos e também na Mercedes, que havia vencido todas as corridas disputadas até então.
Isso até o último final de semana, após Verstappen sair do sétimo lugar na primeira volta do GP da Áustria para vencer, com direito a ultrapassagens em cima de Sebastian Vettel, Valtteri Bottas e Charles Leclerc. Mas como o holandês conseguiu o feito? Nem ele nem o chefe Christian Horner conseguem explicar.
“O carro ganhou vida depois que eu fiz minha parada nos boxes”, disse Verstappen, que, apesar de ter largado em segundo, em posição herdada após Lewis Hamilton ter sido punido na classificação, perdeu cinco posições depois de tentar uma arrancada agressiva e deixar o carro morrer.
Naquele ponto, o holandês estava brigando com seu companheiro de equipe, Pierre Gasly, que largou em oitavo. Seria uma das duas vezes que Verstappen veria Gasly na corrida. A segunda foi no final da prova, quando o holandês deu uma volta no francês.
“Pierre não está confiante no carro, ele precisa ‘resetar’ tudo e começar do zero. O problema é que Max está tirando tudo do carro em todas as corridas e isso coloca mais pressão nele”, avaliou Horner após a prova, na qual o holandês ultrapassou Gasly, Lando Norris e Kimi Raikkonen, além dos já citados Vettel, Bottas e Leclerc.
Apesar da distância entre os dois companheiros ter sido uma das marcas da temporada até aqui, ela não é suficiente para explicar a vantagem de ritmo de Verstappen frente à Mercedes e à Ferrari na parte final da prova.
“Acho que foi uma combinação das atualizações que trouxemos para o carro neste final de semana, o fato de estarmos conseguindo usar melhor a especificação 3 do motor da Honda [que estreou na França] e também por causa do acerto do carro”, afirmou Verstappen.
Ainda assim, Horner disse que demorou para acreditar em uma vitória. “Quando Hamilton [que era o terceiro] fez uma parada mais longa para trocar sua asa, achamos que tínhamos um pódio. Mas então Max fez a volta mais rápida da prova e começou a andar muito mais rápido que Bottas. Ele parecia ter tudo sob controle e, com dez voltas para o fim, começamos a acreditar que a vitória fosse possível. Temos agora que sentar e entender de onde veio esse ritmo.”
A melhoria do carro, a pilotagem de Verstappen e também uma tarde difícil para os rivais no específico circuito de Red Bull Ring explicam a primeira derrota da Mercedes no ano. Com apenas dez curvas, o traçado do circuito mascara a vantagem do time alemão, e o calor de mais de 30ºC durante a prova prejudicou mais o motor Mercedes do que dos rivais.
O cenário deve ser diferente na próxima etapa, dia 14 de julho, na Inglaterra, palco da 10ª etapa do campeonato, que tem Lewis Hamilton como líder.