SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Nos últimos dois dias, o Atlético-MG apresentou o lateral esquerdo Lucas Hernández e o volante Ramón Martínez ao seu torcedor. Contratados durante este recesso da Copa América, os dois sul-americanos chegam ao clube cercados de expectativas.
Primeiro para surpreenderem positivamente e ajudarem o time no segundo semestre do ano. Mas também para recuperarem o prestígio que um dia uruguaios e paraguaios já tiveram vestindo a camisa alvinegra.
Dos países da América do Sul, o Uruguai talvez seja o que mais tem identificação com o Atlético. Ao longo da história, a torcida sempre guardou com carinho as passagens de Cincunegui, Mazurkiewicz e de Olivera pelo Galo. Mas as boas recordações param na década de 90.
Nos últimos 30 anos, outros jogadores do país vizinho desembarcaram em Belo Horizonte, mas não deixaram saudades. São os casos dos goleiros Leo Percovich e Carini, além do zagueiro Gutiérrez e do lateral Agustín Viana.
Nas últimas semanas, Martin Rea deixou o clube, enquanto David Terans permaneceu, mas também tem chances de ser negociado. Agora, chegou a vez do recém-contratado Lucas Hernández. Aos 26 anos, ele chega do Peñarol para acirrar a briga com Fábio Santos na lateral esquerda.
“Tenho conhecimento de vários uruguaios que fizeram história aqui e no futebol uruguaio também. Então, creio que é algo muito bom para o Atlético estar sendo bem representado pelas duas partes. Venho para isso também, deixar minha marca, me consagrar pelo que vem à frente. Aspiro o mais alto sempre. Ao que tenhamos pela frente, vou trabalhar para conquistar sempre”, comentou o lateral.
Já no caso dos paraguaios são poucos que tem uma história de sucesso no Atlético, seja ela atual ou antiga. O novo postulante a mudar esse cenário é o volante Ramón Martínez, de 23 anos e 1,86m. Apresentado ontem, ele disse preferir jogar como primeiro homem à frente da zaga, mas também se colocou à disposição para ser utilizado mais adiantado. No primeiro semestre, atuando pelo Guaraní-PAR, ele se destacou com bons passes e chegadas ao campo ofensivo para abastecer os atacantes. Independente da posição, chegou prometendo a tradicional raça paraguaia em campo.
“Meu estilo de jogo é deixar tudo no campo, com a raça paraguaia. Sou um jogador que em cada partida vou entregar tudo de mim. Sou bom em recuperar a bola e entregar limpa para os meus companheiros. Creio que vou demonstrar o que viram. Quando jogar, vou deixar tudo por esta camisa”, disse.
Martínez será o quinto paraguaio a vestir a camisa do Atlético. Hoje, o conterrâneo que mais prestou serviços ao clube mineiro é Julio César Cáceres, zagueiro que passou pelo Galo em duas oportunidades e já jogou três Copas do Mundo, a última delas em 2010.