SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente do Fluminense Mario Bittencourt está auxiliando pessoalmente no caso Rodolfo. O goleiro foi flagrado em exame antidoping, sob suspeita de uso de cocaína, após a partida entre o Tricolor e o Atlético Nacional, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana.
Advogado, Bittencourt está “tratando com carinho” o assunto, verificando todos os argumentos de defesa e quais as possibilidades. O mandatário entende que não é uma situação comum, havendo a necessidade de suporte e apoio psicológico. Desta forma, ele está a par de tudo o que está acontecendo.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Mario Bittencourt lida com uma situação como essa. Em 2013, ele, então diretor jurídico do Fluminense, esteve à frente da defesa do atacante Michael, então com 20 anos, que havia testado positivo para o uso de cocaína em exame realizado após um jogo contra o Resende, em abril daquele ano.
À época, o dirigente salientou se tratar de “um problema social”. O jogador acabou suspenso por 16 meses pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas com a possibilidade de a pena cair para oito meses.
E foi o que aconteceu. No início de 2014, Michael foi liberado e pôde voltar a atuar. Após a decisão do STJD, Bittencourt ressaltou, em declaração ao site oficial do clube tricolor, que o jogador cumpriu as determinações impostas e, por isso, conseguiu retornar aos gramados antes do determinado inicialmente.
“O Michael tinha sido punido com 16 meses de suspensão, e, na ocasião, foi decidido que ele poderia ter o benefício de reduzir a pena pela metade em caso de bom comportamento. Ele fez as palestras e cumpriu a questão dos exames. Com isso, o tribunal entendeu que ele cumpriu e o liberou nesta quinta”, explicou Mario Bittencourt.
Agora, seis anos depois, o Fluminense volta a se deparar com tal situação. Em nota oficial publicada na última terça-feira, quando o caso veio à tona, a direção do clube afirmou que o departamento jurídico está à disposição do atleta e que todo o suporte necessário será concedido.
Rodolfo chegou ao Fluminense no ano passado, após passagem pelo Athletico-PR. No clube paranaense, ele já havia sido pego em antidoping pelo uso de cocaína e chegou a admitir dependência química, sendo auxiliado pelo clube. Nesta temporada, o goleiro ganhou mais espaço após a saída de Júlio César, que foi para o Grêmio. Ele se tornou o herói da classificação às oitavas de final da Copa do Brasil, ao defender dois pênaltis nas cobranças contra o Santa Cruz.
Mario Bittencourt se tornou presidente do Fluminense ao vencer a eleição realizada no último dia 8, pleito em que tinha Ricardo Tenório como adversário.