OSAKA, JAPÃO (FOLHAPRESS) – Em sua primeira participação no G20, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá reuniões bilaterais com o americano Donald Trump e o francês Emmanuel Macron.
As agendas foram confirmadas nesta quarta-feira (26), na véspera da chegada de Bolsonaro em Osaka, no Japão, onde será realizada a reunião de líderes das 20 maiores economias do mundo. 
Macron será o único europeu a se reunir com o brasileiro. A conversa entre eles está marcada para o início da tarde de sexta-feira (28), logo após o início do evento.
A agenda com Trump foi fechada no último momento. Como publicou o jornal Folha de S.Paulo nesta terça (25), o governo Bolsonaro estava em contato com a Casa Branca para tentar viabilizar um encontro bilateral entre os dois líderes.
Esta será a segunda vez que eles se reúnem este ano. Em março, Bolsonaro foi recebido pelo presidente americano na Casa Branca.
Também foi incluída na agenda do brasileiro uma reunião do Grupo de Lima, bloco formado por 14 países para discutir saídas para a crise na Venezuela. Esta agenda está prevista para o segundo e último dia do G20, sábado (29).
Eleito com discurso contrário à esquerda, Bolsonaro defende a saída do ditador Nicolás Maduro e apoia o líder oposicionista Juan Guaidó, que já recebeu em Brasília. 
O grupo foi criado em 2017 e leva este nome por ter sido inaugurado na capital do Peru. O bloco reúne ministros das relações exteriores de 14 países, entre eles, Argentina, Brasil Canadá, Colômbia, Peru e México.
Embora tradicionalmente os chanceleres participem das discussões, o ministro Ernesto Araújo não virá a Osaka. A justificativa para sua ausência é uma viagem a Bruxelas (Bélgica), para nova rodada das negociações entre União Europeia e Mercosul.
Na conversa com Trump, Bolsonaro pretende abordar questões comerciais e desdobramentos do apoio dos EUA à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). 
O G20 terá como principal discussão a atual guerra comercial, protagonizada pela disputa entre China e EUA.
Durante o evento há expectativa de novos desdobramentos na relação entre os dois países. Trump deve se reunir com o líder do regime chinês, Xi Jinping, mas a agenda entre ambos também não foi confirmada oficialmente.
Xi consta na lista de reuniões bilaterais de Bolsonaro, mas o encontro previsto para sexta será remarcado.  
Na conversa com o chinês, o presidente brasileiro deve tratar sobre a agricultura e seu desejo de que o país passe a exportar produtos de maior valor agregado ao gigante asiático. Hoje o comércio é fortemente baseado na venda de commodities. 
A China é o principal parceiro comercial do Brasil e foi destino de 27% das exportações brasileiras entre janeiro e maio deste ano, somando US$ 25 bilhões (R$ 96,1 bilhões).
Bolsonaro e Xi devem tratar de visitas de ambos aos países parceiros. O brasileiro tem viagem oficial prevista para a China em agosto, e o chinês deve viajar ao Brasil em novembro, para participar da Cúpula dos Brics. 
Bolsonaro se reunirá ainda com os primeiros-ministros do Japão, Shinzo Abe, de Singapura, Lee Hsien-Loong, e da Índia, Narendra Modi. 
A agenda do brasileiro ainda inclui um encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que enfrenta um isolamento internacional desde que foi acusado de envolvimento no assassinato de Jamar Khashoggi, jornalista daquele país que escrevia para o jornal The Washington Post.