SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Embrapii, organização de apoio à inovação ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, busca renovação de parceria com o Sebrae após apoiar quase 110 projetos de micro e pequenas empresas.
A partir desse acordo, o Sebrae aplica recursos em projetos inovadores de pequenas empresas e startups aprovados pelo sistema da agência.
O convênio entre as duas instituições foi firmado em 2017 com o valor de R$ 20 milhões, alavancando quase R$ 80 milhões em investimentos totais em inovação em projetos desenvolvidos junto a centros de pesquisa credenciados.
Segundo a Embrapii, a expectativa era que o montante fosse atingido em quatro anos.
Jorge Guimarães, diretor-presidente da agência, diz que o apoio a pequenas empresas inovadoras segue tendência mundial de grande parte das inovações surgirem a partir de projetos de novas companhias e startups.
Segundo ele, que vem se reunindo com a presidência do Sebrae Nacional, sua intenção é dobrar a quantidade de recursos disponíveis para essas empresas. “Mostramos que temos fôlego para duplicar o número de projetos e temos uma fila de espera”, diz.
A Embrapii atua em um sistema de compartilhamento de risco com empresas e centros de pesquisas credenciados.
Nele, os gastos do projeto são divididos por três, sendo custeados pela própria companhia desenvolvedora, pelo centro de pesquisa e pela própria Embrapii.
No caso das pequenas empresas, o Sebrae passaria a dividir o custeio do projeto também.
Os 42 centros de pesquisa e desenvolvimento credenciados pela Embrapii são os responsáveis por avaliar a viabilidade e o interesse do projeto, como forma de tentar acelerar as aprovações.
A saúde é o principal setor nas iniciativas de pequenas empresas, respondendo por 19,6% dos projetos.
A seguir vêm os projetos da área agroindustrial e cidades inteligentes”, ambos com 12%. Outros 9,8% são de iniciativas ligadas à sustentabilidade.
As pequenas empresas podem fazer projetos com a Embrapii tanto nas iniciativas que desenvolve sozinha como também nas que realizadas junto a uma empresa média ou grande, da qual ela pode se tornar fornecedora.
Guimarães explica que, ao final do desenvolvimento, a pequena empresa pode tanto lançar o produto que criou no mercado de forma independente como também ser incorporada pela empresa maior que participou do desenvolvimento.