Liverpool obtém virada histórica contra o Barcelona e vai à final da Liga dos Campeões

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Liverpool entrou em campo sem dois de seus principais jogadores. No segundo tempo, teve um volante atuando como falso centroavante. Tinha a obrigação de fazer pelo menos três gols no Barcelona de Lionel Messi. Não fez só três, mas, sim, quatro.
Em Anfield, Jurgen Klopp armou seu time para o abafa e conseguiu uma das maiores viradas da história da Liga dos Campeões. Depois de perder na Espanha por 3 a 0, a equipe inglesa goleou os espanhóis por 4 a 0 nesta terça-feira (7) e avançou para a final do torneio europeu.
No dia 1º de junho, vai encarar o vencedor do confronto entre Ajax (HOL) e Tottenham Hotspur (ING), que se enfrentam em Amsterdã nesta quarta (8). Em Londres, os holandeses ganharam por 1 a 0.
Com o Liverpool obrigado a golear, tudo o que os ingleses precisavam era de um gol nos primeiros minutos. Este aconteceu aos 7min, quando Origi aproveitou rebote de Ter Stegen e completou para a rede.
O lance colocou fogo no jogo, com o Liverpool pressionando cada vez mais a saída de bola do Barcelona, que encontrava espaços para contra-atacar.
Os dois times criavam chances. Suárez e Messi poderiam ter marcado. O argentino desperdiçou oportunidade quando, na verdade, Alba, livre na área, era quem deveria ter chutado ao gol.
Sem Roberto Firmino e Salah, lesionados, o Liverpool tinha Mané no comando do ataque. Origi e Shaqiri pelas pontas.
A tensão do jogo era tamanha que a torcida da casa esqueceu o passado e xingou Suárez por 45 minutos. O atacante uruguaio foi ídolo e principal jogador do Liverpool entre 2011 e 2014. 
Embora o placar fosse favorável ao Liverpool e as duas equipes tivessem espaço para atacar, a situação era relativamente tranquila para o Barcelona. Tinha ainda a vantagem de dois gols e parecia em alguns momentos próximo de marcar. Isso tornaria a tarefa do seu rival quase impossível.
Tudo mudou em um espaço de três minutos e por causa de uma mudança do técnico alemão Jurgen Klopp. Ele colocou Wijnaldum, volante, no lugar do contundido lateral Robertson. Repetiu a fórmula empregada no primeiro jogo, no Camp Nou. O holandês entrou para ser um falso 9. Na casa do rival, o Liverpool não fez nenhum gol, mas criou várias chances, todas desperdiçadas.
Wijnaldum teve duas aos 9min e aos 11min. Fez ambos, empatando o confronto no agregado. A torcida no estádio de Anfield explodiu.
Lionel Messi, tão decisivo na primeira partida, entrou em seu modo “Copa do Mundo da Rússia”. Cada vez que recebia a bola, tentava entrar com ela no gol, sem passar para ninguém. Era desarmado.
O Barcelona tentou ir para o ataque, talvez com a cabeça na temporada passada, quando apesar de todo o favoritismo, perdeu para a Roma por 3 a 0 e foi eliminado nas quartas de final.
Isso não explica o que aconteceu aos 34min. Em cobrança de escanteio do Liverpool, a defesa do Barcelona desligou. Arnold percebeu e cobrou rápido e rasteiro. Origi, que pouco jogou na temporada, se antecipou a todos os adversários e tocou para o gol, colocando seu nome na história do clube.
Foi tão surreal que os jogadores do time espanhol ficaram parados e olhando para o árbitro turco Caneyt Cakir para ver se ele invalidava a jogada.
O Barcelona não teve forças nem para conseguir uma chance para fazer o gol que seria o da classificação.