SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-skinhead Guilherme Lozano Oliveira, 23, foi condenado a 20 anos de prisão, na noite desta terça-feira (23), por matar, esquartejar e manter os restos mortais da própria tia dentro de uma geladeira, em 2015 na Vila Medeiros (zona norte). O jornal Agora publicou na ocasião do crime que o pai de Oliveira foi quem chamou a Polícia Militar ao estranhar que o filho não abria a porta do apartamento. Guilherme era skinhead e foi condenado em 2014 pelo assassinato de um punk, ex-amigo dele, em uma briga em 2011. A Justiça autorizou, na ocasião, que ele aguardasse um recurso em liberdade. Segundo a polícia, Guilherme matou a tia enforcada, durante uma discussão eles sempre brigavam, às vezes com agressões físicas. A tia tinha depressão, era bipolar e tomava medicamentos controlados, acrescentou a polícia. O corpo dela foi mantido na geladeira por 45 dias. O julgamento começou às 9h no plenário 9 do Fórum da Barra Funda (zona oeste). “O réu também respondeu pelos crimes de ocultação de cadáver, vilipendiar cadáver ou suas cinzas e desobedecer a ordem legal de funcionário público”, diz trecho de nota do Tribunal de Justiça. A defesa de Guilherme, que não foi encontrada até a publicação desta reportagem, pode recorrer da decisão.